Resenha: A Batalha do Apocalipse

Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana – é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heroicas, magia, romance e suspense.

Eduardo Spohr é o grande nome dos livros de fantasia brasileira contemporânea, e tem ganhado cada vez mais espaço, atualmente tendo livros publicados até na Europa. Seu primeiro livro, A Batalha do Apocalipse me encantou de imediato. Já o reli umas três vezes e sempre me surpreendo com a qualidade da história, a riqueza de detalhes e o apego que sinto pelos personagens.

Dizer que o livro é sobre isso ou aquilo seria pouco, o livro trata de toda a história da humanidade, com flashbacks fantásticos e repletos de conteúdo cultural, trabalho de uma pesquisa bem vasta feita por Spohr.

Em minha singela opinião, não há fantasia na literatura nacional que se compare com a criada por ele, que envolve deuses, bruxos, magos, anjos, arcanjos, demônios, a luta do bem contra o mal e, claro, o fim do mundo. É uma obra facilmente comparada com grandes best-sellers internacionais e que me levou a ser uma grande fã do autor.

O que mais adorei é que ao mesmo tempo em que estamos vivenciando o presente, Spohr nos trás flashbacks para que possamos conhecer o passado dos personagens. Pra mim é aí que Spohr se destaca como autor e ganha mais uma fã, acho suas descrições dos incontáveis anos de vida do anjo tão bem escritas que facilmente me sentia viajando em Roma ou em Babilônia dos tempos remotos, é uma experiência bem completa graças a linguagem e a riqueza de detalhes escolhida por ele.

Acho importante que quem for ler deixe de lado suas crenças pessoais e entenda que é uma ficção, pois eu particularmente adorei a visão que Spohr deu à criação do mundo e o chamado Sétimo Dia.

Também vale dizer que é uma leitura bem densa. Eu que devoro livros normalmente demoro a ler A Batalha do Apocalipse, até mesmo para desfrutar com mais calma das paisagens contidas no texto, e o próprio Spohr fala a respeito em seu blog:

“A Batalha do Apocalipse” é um livro denso. Na verdade, ele nem é assim tão longo (560 páginas), mas há muitos personagens, descrições e conceitos. Por isso, eu o aconselho a apreciá-lo sem pressa. Se você quiser ler tudo numa tacada, é provável que perca o fôlego e deixe escapar muitos detalhes e subtramas interessantes.

Pra quem quiser saber mais:

Sempre importante ressaltar nossos autores nacionais. Tive a chance de conhecer o Eduardo Spohr, que autografou minha cópia e ouviu minhas impressões sobre o livro.

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