Resenha: A Garota no Trem

Suspenses, mistérios, crimes, são sempre meus temas favoritos, especialmente na leitura. Não consigo dispensar um suspense, não consigo parar de ler, não consigo dormir. E esse livro foi um baque.

Se você não sabe lidar com suspenses, como eu, se prepare para esse livro! A cada página um novo suspeito, uma nova dúvida, um novo medo. Impossível de largar.

A primeira vez que vi alguma notícia sobre A Garota no Trem, foi lendo essa matéria no Globo, onde citavam dados fantásticos sobre o thriller psicológico, que já havia vendido 4 milhões de cópias, e estava (quando a reportagem foi publicada) há 27 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times.

Assim que busquei mais sobre o livro, cheguei até o trailer de sua adaptação cinematográfica, e foi quando enlouqueci completamente.

Logo no trailer identifiquei alguns traços de coisas que me fizeram AMAR outros suspenses, como Garota Exemplar, e fiquei ansiosíssima pela leitura. Com sorte ganhei o livro de aniversário de uma pessoa cheia de amor, e o DE-VO-REI.

Sinopse:

Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

O livro é narrado alternadamente por três mulheres tão reais que me surpreenderam.

  • Rachel, “a garota no trem”, com sua vida caótica, desempregada, alcoólatra, tentando superar uma separação e uma traição, sem muito sucesso.
  • Anna, a nova esposa do ex-marido de Rachel, que finalmente tem o homem que quer, seu bebê, sua vida perfeita, mas percebe que nem tudo é as mil maravilhas.
  • E por fim, Megan, a garota desaparecida, cheia de problemas e traumas do passado, que se perde em sua infidelidade e nunca se sente satisfeita.

São três mulheres em crise, sem profissão, desencantadas com a vida e com seus caminhos entrelaçados de diversos modos. Falar sobre a relação entre elas pode ser um spoiler, então ficamos por aqui.

O que mais me prendeu na leitura foi o fato de que tudo é muito confuso na mente de Rachel, que tem o costume de se embebedar e ter “blackouts”, ou seja, esquecer completamente de períodos de tempo, o que complica ainda mais quando ela tenta ajudar a investigação do desaparecimento de Megan, pois não é considerada uma testemunha confiável.

Com medo de si mesma, tentando lembrar das coisas que esqueceu e ajudar de qualquer forma que puder, enquanto lida com sua própria vida caótica repleta de problemas, Rachel se torna insuportável, repetindo sempre os mesmos erros e voltando para a bebida, que só piora sua situação.

Confesso que passei o livro inteiro tentando adivinhar o que realmente aconteceu, e foi impossível. O livro me pegou de jeito, exatamente como em Garota Exemplar, eu não fazia IDEIA do que me esperava. Este é um livro bem escrito, envolvente, tem ritmo, te prende e te surpreende. Não é atoa que virou fenômeno!

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