Resenha: Eu Me Chamo Antônio

Eu me chamo Antônio é uma narrativa que transita por todas as fases de um relacionamento amoroso: com um estilo simples e acessível, mas nem sempre óbvio, o leitor acompanha os encontros e desencontros de Antônio. Percebe-se uma irreverência no tom de versos e trocadilhos como: “Invista nos amores à primeira vista”. Outras emoções são apresentadas de forma singela, quando há uma separação, por exemplo: “Você, distante, diz tanto sobre mim”. Enquanto a angústia, sentimento que faz parte da instabilidade de qualquer casal, também é citada no livro: “Na dança do amor: dor pra cá, dor pra lá”. Antônio é um personagem sensível e verossímil, talvez seja por isso que os leitores cultivem a dúvida sobre até onde vai a linha tênue que separa a realidade da ficção.”

Lançado em 2013, o livro foi um grande sucesso por ser tão sensível! Eu o comprei pela fama e me encantei pela delicadeza e naturalidade de cada “guardanapo” dessa linda história.

Antônio é o personagem de um romance que está sendo escrito e vivido. Frequentador assíduo de bares, ele despeja comentários sobre a vida — suas alegrias e tristezas — em desenhos e frases escritas em guardanapos, com grandes doses de irreverência e pitadas de poesia. Antônio é perito nas artes do amor, está sempre atento aos detalhes dos encontros e desencontros do coração. Quando está apaixonado, se sente nas nuvens e nada parece ter maior importância, e, quando as coisas não saem como esperado, é capaz de enxergar nas decepções um aprendizado para seguir adiante. Do balcão do bar, onde Antônio se apoia para escrever e desenhar, ele vê tudo acontecer, observa os passantes, aceita conversas despretensiosas por aí e atrai olhares de curiosos. Caso falte alguém especial a seu lado (situação bastante comum), Antônio sempre se acomoda na companhia dos muitos chopes pela madrugada. A mente por trás de Antônio é Pedro Gabriel. Em outubro de 2012, ele inaugurou a página Eu me chamo Antônio no Facebook para compartilhar o que rabiscava com caneta hidrográfica em guardanapos nas noites em que batia ponto no Café Lamas, um dos mais tradicionais bares do Rio de Janeiro. Em seu primeiro livro, Pedro apresenta histórias vividas por seu alter ego, desde a cuidadosa aproximação da pessoa desejada, o encantamento e a paixão, até o sofrimento provocado pela ausência e a dor da perda. Os guardanapos que inspiram milhares de pessoas na internet.

Infelizmente achei muito difícil de ler, pois como ele mesmo avisa na obra, sua letra depois de uns chopes tomados pode ficar ilegível, o que de fato acontece. Portanto, apesar de ser tão fantástico, acabei me cansando por ter que sempre procurar a legenda lá nas últimas páginas para entender o que estava escrito, mas talvez de alguma forma tenha sido essa a intenção. O livro fala de amor, e tem coisa mais complicada, difícil e ao mesmo tempo interessante? Seria fácil demais ler e de cara entender o que foi dito quando o próprio assunto é tão complicado!

É um livro diferente da maioria, afinal, não segue uma narrativa, é composto de histórias curtas, ou até mesmo frases, e mesmo assim consegue contar uma bela história, com grandes reflexões sobre a vida, o amor, e é muito muito fácil se identificar com muitas delas! Para conhecer melhor o escritor, Pedro Gabriel, e saber mais sobre o livro (e sobre a continuação que ainda não li) cliquem aqui!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *