Resenha: Eu Sou Malala

Em um relato surpreendente da vida de uma menina que tão jovem já mostrou uma personalidade incrível e não se deixou calar mesmo quando tentaram tirar seus direitos, Malala descreve a mudança drástica que ocorre no ambiente em que vive após a chegada do Talibãs. Sua luta pelo direito de que todos tenham educação lhe rendeu diversos prêmios, inclusive o Nobel da paz. O livro é tocante e surpreendente.

É a história de todo o sofrimento de uma família perante o terrorismo, da luta pelo direito à educação de meninas e da dificuldade de trazer a valorização da mulher em uma sociedade apenas comemora o nascimento de filhos homens.

O livro trata sobre a infância de Malala no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as dificuldades da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas da paisagem pela qual Malala é apaixonada e o terror trazido pelo Talibã.

Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

Curiosamente, no mesmo ano em que foi lançado (2013) as escolas paquistanesas foram impedidas de comprá-lo, por ter ‘conteúdo anti-Paquistão e anti-Islã’.

“Sim, nós proibimos o livro de Malala (‘Eu sou Malala’) porque traz um conteúdo contrário à ideologia do nosso país e aos valores islâmicos”, explicou à AFP Kashif Mirza, chefe da Federação de Escolas Particulares do Paquistão. “Não somos contra Malala. Ela é nossa filha e está confusa sobre seu livro. Seu pai pediu à editora para retirar os parágrafos sobre Salman Rushdie e escrever A Paz Esteja com Ele depois do nome do nosso Sagrado Profeta (Maomé)”, afirmou Mirza. Ele negou ter havido qualquer ameaça ou pressão de grupos militantes à federação para que decidisse proibir o livro. No entanto, militantes talibãs ameaçaram atacar as livrarias que vendessem o livro de Malala.

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A verdade é que Malala comoveu o mundo com sua história, e continua firme em sua luta, se tornando uma inspiração e seu primeiro pronunciamento público, nove meses após o ataque, um discurso na Assembleia de Jovens da ONU. Na ocasião, ela reforçou que não será silenciada por ameaças terroristas. “Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam”, disse em um discurso no qual pediu mais esforços globais para permitir que as crianças tenham acesso a escolas. “Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas”, disse ela na oportunidade. “A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar”.

Quem tiver interesse em saber mais sobre a cultura muçulmana, o Talibã, conhecer mais sobre a história dessa garota e entender porque ela luta tanto por estes direitos, leia. Garanto que não vai se arrepender! 

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